TRÊS PILARES DA REFORMA

Lutero 

É bom trazermos à memória os três pilares da Reforma Protestante, deflagrada por Lutero, ao convidar para um debate em torno de um documento que preparou a partir da revelação bíblica e que ficou conhecido como as “95 Teses”.
Espalhadas pelas obras de Lutero, estão as três idéias-forças do protestantismo: sola fide, sola scriptura e solus christus.

SOLA FIDE (somente pela fé) — A salvação se dá somente pela fé em Jesus Cristo como Salvador. A única ação humana é responder, pela fé, ao oferecimento feito por Cristo na cruz, ao se entregar para morrer em nosso lugar. As demais ações (obras) não justificam (isto é: não tornam uma pessoa justa, perdoando os seus pecados), embora devam estar presentes na vida de uma pessoa salva por meio da fé.
Temos ouvido que essa idéia de alguém morrer no lugar do outro não faz sentido. E não faz mesmo. O certo é o pecador morrer pelo seu pecado e o justo merecer a salvação, mas a graça fez o justo morrer pelos injustos, o que é totalmente injusto e apaga por completo a idéia do mérito. Esta “injustiça” tem um nome: graça. É esta graça que possibilita que o justo viva pela fé (Habacuque 2.4; Romanos 1.17 e 3.28)

SOLA SCRIPTURA (somente a Bíblia) — A Bíblia contém todo o conselho de Deus para o pensamento e para a vida do cristão. É por meio dela que Deus orienta o ser humano em todas as áreas, com princípios e normas. Deve ser recebida como regra de fé e prática. Ela está acima da tradição e de toda a autoridade religiosa, que devem falar autorizadas pela Bíblia (2Timóteo 3.16).
Como a sua produção se deu num tempo muito antigo, além de lermos livremente a Bíblia, devemos interpreta-la com o uso da razão, o que nos leva a compreender o contexto de cada perícope para aplicá-la adequadamente aos nossos dias. O primeiro princípio nesta interpretação é que a Bíblia, inspirada por uma única mente (a mente de Deus), não se contradiz.

SOLUS CHRISTUS (somente Jesus) — Não há nenhum mediador entre Deus e o homem, seja para a salvação, seja para a intercessão, além de Jesus (1Timóteo 2.5). Cada crente é o seu próprio ministro, tanto para orar por si mesmo e pelos outros, quanto para fazer a obra do ministério (1Pedro 2.9),
O sacerdócio universal dos crentes implica que na igreja não há pessoas especiais. Aquelas que são revestidas de um papel de liderança não são especiais. Para edificarem a igreja, receberam dons, que todos recebem, embora em áreas diferentes.

(Israel Belo de Azevedo)

RIO 2016 – JOGOS OLÍMPICOS

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A cidade do Rio de Janeiro – “a cidade maravilhosa” – foi recentemente escolhida para sediar os jogos olímpicos de 2016. Trata-se de uma grande oportunidade que se abre para o Brasil, não somente na área esportiva, mas com repercusões em todas as esferas da sociedade.(Veja o vídeo oficial ao lado).

 Com esta escolha, o Brasil entra definitivamente no cenário esportivo mundial, pois outros eventos estarão sendo realizados nos próximos anos: Em 2011, acontecem os jogos Militares Mundiais; depois será a vez da Copa das Confederações, em 2013; no ano de 2014, recebemos a Copa Mundial de Futebol e em 2016, os Jogos Olímpicos.

 É interessante como os eventos esportivos sempre envolveram os povos e as nações do mundo, merecendo destaques até mesmo nos relatos bíblicos. O apóstolo Paulo sabia da importância do esporte na vida das pessoas, de tal maneira que usou uma linguagem esportiva para ilustrar verdades espirituais, quando disse: “Vocês sabem que numa corrida, embora todos os corredores tomem parte, somente um ganha o prêmio. Portanto, corram de tal maneira que ganhem o prêmio. Todo atleta que está treinando agüenta exercícios duros porque quer receber uma coroa de folhas de louro, uma coroa que, aliás, não dura muito. Mas nós queremos receber uma coroa que dura para sempre. Por isso corro direto para a linha final. Também sou como um lutador de boxe que não perde nenhum golpe”(I Cor. 9:24-26).

 Olhando também para a esfera das oportunidades, constatamos que esses eventos esportivos tornam-se verdadeiras portas que se abrem para a Igreja de Cristo, na sua ação evangelizadora e missionária. São autênticos “campos brancos para a ceifa”, quando milhares de pessoas, das mais diferentes nações, culturas e etnias do mundo, poderão ser alcançadas com a verdadeira mensagem do Evangelho de Jesus Cristo. Portanto, “Corramos direto para a linha de chegada a fim de conseguirmos o prêmio da vitória. Esse prêmio é a nova vida para a qual Deus nos chamou por meio de Cristo Jesus.” (Filipenses 3:14). Amém.

A VELHA E NOVA EUROPA

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Nestes dias eu e minha esposa estamos viajando pela Europa juntamente com as nossas filhas, numa viagem programada há algum tempo, em comemoração às nossas bodas de prata – 25 anos de abençoado e feliz enlace matrimonial.

Andar pelo continente Europeu traz à nossa memória os grandes acontecimentos que marcaram a história das civilizações desde cerca de 8 séculos antes de Cristo. Visitar os museus, conhecer detalhes de fatos históricos, peças de artes, pinturas famosas e templos antigos, nos favorece compreender e relembrar também, sobre os grandes avivamentos que marcaram a humanidade e que hoje passam despercebidos pela grande maioria desta sociedade pós moderna.

A velha Europa foi o palco dos mais extraordinários avivamentos de que temos conhecimento, como aconteceu na metade do século XVII, quando em 1670, Philip Spener, através da igreja Luterana, começou a promover na Alemanha reuniões de estudos bíblicos e oração nas residências, provocando um novo vigor espiritual. Algum tempo depois, foi a vez da Inglaterra, onde João Wesley mudava a história da igreja através da pregação e sua vida pessoal de oração, ocasião emP5300012 que milhares de conversões foram registradas.

No século XIX, Deus continua levantando grandes homens, como Charles Haddon Spurgeon (1834-1892), que como professor de crianças na Escola Bíblica Dominical, influenciou centenas de vidas, sendo também um poderoso pregador, com sermões que até hoje são apreciados. Charles Spurgeon foi o pregador mais conhecido da Inglaterra pela maior parte da segunda metade do século XIX. Em 1854, apenas quarto anos após sua conversão, Spurgeon, que na época tinha somente 20 anos, se tornou o pastor da famosa New Park Street Church em Londres ( igreja anteriormente pastoreada pelo famoso teólogo Batista John Gill).

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A congregação rapidamente cresceu tanto que precisou se mudar para o Exeter Hall, e depois para o Surrey Music Hall. Spurgeon frequentemente pregava para auditórios de mais de 10,000 pessoas – tudo isso na época em que ainda não existia amplificação eletrônica. Em 1861 a congregação se mudou permanentemente para o Metropolitan Tabernacle, destruído durante a segunda guerra mundial e posteriormente reconstruído após as batalhas(foto ao lado direito).(http://www.spurgeon.org/).

Também neste período, apareceu Dwight L. Moody, que viveu entre os anos de 1837-1899, nos Estados Unidos da América, mas pregou na Europa e segundo dados históricos levou cerca de 500 mil vidas aos pés de Jesus Cristo, através das suas campanhas evangelísticas.

A história na Europa hoje é bem diferente, pois muitas igrejas estão fechadas, o fervor evangelístico acabou, o entusiasmo missionário não existe mais, o conservadorismo e o tradicionalismo mataram a igreja e aniquilaram a vida dos cristãos. Conclusão: as pessoas se tornaram incrédulas, descrentes, frias, materialistas e formais. Basta andar por algumas das principais praças das capitais européias para isso perceber!

Que Deus nos livre de uma situação assim no Brasil e que a história da Europa de hoje não se repita no Brasil de amanhã. Que Deus tenha misericórdia de nós!

QUEREMOS DIREITOS IGUAIS

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Examinando a história da Igreja Cristã, desde os primórdios do cristianismo, vemos que os cristãos verdadeiros, ativos e comprometidos com Deus, sempre foram alvos de perseguições e inúmeras discriminações.

 A história dos Apóstolos, é cheia de episódios de perseguições. A Igreja Cristã primitiva, sempre foi perseguida. Os cristãos que não se renderam, que não se submeteram aos caprichos e interferências do Estado nas questões ligadas à fé e às  Doutrinas Bíblicas, sempre foram alvos de perseguições por parte do Estado e por parte da Igreja que se vendeu e se entregou aos caprichos e intervenções do Estado.

 Foi um casamento feito  entre alguns  cristãos e o Poder Político da Época (no quarto século d.C),  que estava na mão de Roma, que detinha o domínio político.

 Foi um casamento feito entre Igreja e Estado, meramente por interesses políticos e materiais. Eis a razão principal porque a Igreja “Oficial” que manipulava e era manipulada pelo Estado, passou a ser chamada de Igreja Católica Apostólica Romana, que traduzindo é: Igreja Universal dos Apóstolos de Roma (Poder Romano - Poder Político Dominante da Época, copiando inclusive o modelo de governo: Reinado. E o Papado não passa de uma cópia do modelo de Reinado, com um rei que se considera “infalível” na qualidade de Papa).

 É esta a Igreja que, na prática, deixou de ser Igreja Bíblica, e se tornou em ESTADO DO VATICANO. E, até hoje, é reconhecida pelo Direito Internacional como Estado, em muitos países, inclusive no Brasil. Onde o seu representante, é recebido e tratado como Chefe de Estado, e goza de muitos privilégios que outras Igrejas e Religiões não gozam.

Dizemos que deixou de ser uma Igreja Bíblica, porque, como Igreja e como Estado, foram as instituições que, durante a história do cristianismo, mais mandaram destruir e queimar Bíblias, e por muitas e muitas décadas proibiram seus súditos e fiéis de ler a Bíblia. E também porque o catolicismo tem práticas e doutrinas que contrariam os ensinos da Bíblia.

É necessário lembrar que foi o Vaticano, A Igreja Católica Romana, que escreveu na História Universal e na História do Cristianismo, uma das páginas mais vergonhosas e dramáticas chamada de “Santa Inquisição”.

Quem sabe um pouco de História, conhece as atrocidades, as maldades, as perversidades que foram praticadas com os Cristãos Bíblicos/Evangélicos. Foi principalmente no tempo da “Inquisição Católica” que milhares e milhares de Cristãos foram impiedosamente e cruelmente perseguidos, torturados e mortos, como também milhares e milhares de Bíblias foram confiscadas, destruídas, queimadas.

Foi também o Estado do Vaticano, A Igreja Católica Romana, que apoiou por algum tempo o nazismo, compactuando com a perseguição e matança dos Judeus, conforme os registros históricos da Segunda Grande Guerra Mundial. Sendo assim também cúmplice do nazismo, chefiado por Hitler e outros, com o apoio e aprovação do Estado do Vaticano.

São por estas e outras razões, que nós Evangélicos, temos que olhar com todo cuidado o Projeto de Decreto Legislativo Número 716, de 2009, que está no Senado para ser aprovado (Número 1.736/2009, na Câmara dos Deputados), que trata de acordo entre a República Federativa do Brasil, e a Igreja Católica Apostólica Romana, prevendo privilégios, exclusivos para a Igreja Católica, deixando de lado os mesmos direitos e privilégios para as demais Denominações, Religiões e Credos.

Nós, Cristãos Evangélicos, Cristãos Bíblicos, não podemos nos omitir.

Basta ver por exemplo:
• Quanto o Estado gasta juntamente com prefeituras e outras empresas Estatais para manter  prédios e conventos?
• Quanto o governo gasta para manter em muitos Municípios alguns Templos Católicos…
• Como e por que Templos Católicos foram e são construídos em praças públicas, e quem mantém as praça?

Estes são apenas alguns poucos exemplos (dentre muitos outros que poderíamos citar), de privilégios “especiais” que a Igreja Católica tem usufruído, e continua a ter um tratamento diferenciado das demais Igrejas e Religiões.

Deixamos bem claro que não somos contra privilégios e leis que favorecem Igrejas, Entidades Filantrópicas e de Utilidade Pública. O que não podemos concordar é que uma determinada Igreja, tenha tratamento diferenciado e privilegiado, afinal, a Constituição Brasileira garante o livre exercício dos cultos religiosos e a igualdade de direitos entre as mais diferentes Igrejas e Credos.

Para nós não há nenhum problema que privilégios sejam dados a Igreja Católica, desde que sejam também extensivos às demais Igrejas, Denominações e Credos, sem distinções, sem discriminações.

QUEREMOS  DIREITOS  IGUAIS.

(Pr. João Brito Nogueira)
 

CELEBRANDO A ADORAÇÃO

 Um dos textos mais impactantes da Bíblia que fala sobre adoração se consiste em palavras do Próprio Jesus Cristo registradas no Evangelho de João, capítulo 4, versos 23 e 24, quando ele declara: “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.ADORAÇÃO I

 A mulher a quem Jesus se dirigia foi liberta das suas tradições e conceitos religiosos, tornando-se livre quando conheceu a Jesus Cristo. A verdadeira adoração só acontece quando a nossa vida se transforma num verdadeiro santuário de louvor a Deus.

Quando celebramos a autêntica adoração em nosso viver, demonstramos que Cristo de fato nos libertou, e por isso, com a presença dele em nosso coração, somos levados pelo Espírito Santo a levantar as nossas vozes e viver com intrepidez a vida cristã.

 Como cristãos, queremos a cada dia, louvar ao Senhor em “espírito e em verdade”, deixando de lado tudo que impeça uma verdadeira adoração, pois como o próprio Jesus Cristo nos ensinou: “Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem de verdade…e a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai.”

 Abandonemos definitivamente tudo que não serve para a nossa edificação e não glorifica a Deus em nosso viver e vivamos para o louvor da sua glória, pois Deus procura verdadeiros adoradores. Amém!